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Achei uma série de pequenos textos que escrevi – alguns deles tem mais de 10 anos. Andiamo a Venezia!

 

Veneza é de mentira.

Foi o que pensei quando estava chegando ao hostel, andando pelas pequeníssimas ruas. Não era possível ser verdade. Pensava: Sera que existem pessoas que vivem aqui mesmo ou essa cidade foi feita cinematograficamente para despertar magia dentro de ti? Inacreditável!

Ainda mais: andar por ruas onde mapas não servem para nada, enlevando-se (de encantar) em cada esquina. surpreendendo-se todos os segundos com tanto charme e ainda ouvir a língua que foi feita e escolhida como o mais bonito dialeto do mundo (Dantemente falando!).

Descobri que o mágico de Veneza é perder-se. Perdendo-se e apaixonando-se a cada segundo. Pela cidade e, no meu caso e contexto, por mim.

Quando anunciei aos amigos que iria sozinha, metade (ou mais da metade) disse em coro: Sozinha em Veneza??? Um mês e meio depois de te separares? Tás louca ou arrumaste um namorado novo?

– Nenhum dois dois. Ou um pouco dos dois. Loucamente livre e enamorada por mim. Viajar sozinha se torna um vício e não é o destino que vai mudar algo. Poderia ser Veneza, Istambul, Havana ou Las Vegas. O momento que estou vivendo é de completa redescoberta, reencontro e paixão. Preciso de um momento sozinha e comigo mesma longe de Barcelona e Paris, neste momento. E poderia ter sido Budapeste, mas Veneza apareceu de uma forma que vai afirmar minha paixão pela Itália e idealmente escolhida para haver um reencantamento por simplicidades esquecidas nos últimos 10 meses.

Sendo fãzoca de Nietzsche admirando a filosofia e sua própria “dependência” com a música, como muitos de nós, seres humanos normais (Tudo bem que em sua época, música só significaria Wagner); sabendo que sem música a vida seria um erro, imaginem o quão alto fui ao imaginar o que ele quis dizer com: “Se eu tivesse que substituir a palavra música, começaria por Veneza”.