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Assim foi o verão mais estranho das nossas vidas; foi o curioso verão das pequenas coisas.

A incerteza. Acabei de chegar do médico, já que estou sofrida com uma lesão. Depois de chorar (dramática, mas com bastante dor), não hesitei:

– O que tu achas dessa tal segunda onda e do COVID?

Perguntei porque depois de uma escassez de casos em diversos países, aquela esperança de que tudo poderia estar prestes a acabar, acordamos todos com notícias de números de casos aumentando, no Reino Unido. Relaxamos demais, talvez?

A resposta dele veio com força e até esqueci a dor que me fez acordar chorando. Falou coisas que eu já sabia, mas também me deu sua opinião sincera sobre tempo, vacina, lockdown, vírus em geral. Humanos. Pensando na resposta como um todo, foi bem positiva, apesar de… Sim, incerteza, medo, mortes. Um vírus veloz, apressado.

Quando isso vai acabar? E as vacinas? Será que um dia seremos livres de novo?

Quando viajei a Sicília, como muitos já sabem, escolhi a ilha por ter sido pouco afetada pelos vírus. Quando cheguei lá, não tinham mais de 20 casos diários e nenhum óbito há semanas. Com a resposta do meu médico, tenho certeza de que escolhi o destino e a hora com muito cuidado – tive o respaldo dele, inclusive.

Ele falou com tanta convicção sobre o que sabe que eu to aqui, refletindo sobre este que talvez tenha sido o verão mais estranho das nossas vidas…

Assim foi o curioso verão das pequenas coisas…

And the air was full of thoughts and things to say. But at times like these, only little things are said. Great things hide, lurking, without saying within us.