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Isolamento: imagens impressionantes de uma Paris deserta vistas do alto

Isolamento: imagens impressionantes de uma Paris deserta vistas do alto

Como está a Paris do isolamento? Drone Press, uma empresa especializada em imagens feitas com drones, encarregou-se de nos mostrar. Mais abaixo, vocês verão uma Paris deserta – seus lugares mais icônicos sem pessoas. Memorável!

essas imagens são históricas: nunca a capital francesa foi vista assim, como se fosse uma cidade fantasma, retratando um filme apocalíptico, ainda mais acentuado com a música de fundo.

A ideia por trás do vídeo.

“A idéia era de dar um impacto sobre o efeito de uma pandemia numa cidade”, afirmou Benoit Decout, diretor da Drone Press.

Existem vídeos parecidos que foram gravados em diversas cidades da França e vocês podem assistir AQUI.

Robert et Louise: nosso último favorito

Robert et Louise: nosso último favorito

Talvez tenha sido o restaurante que mais frequentamos, nos 5 meses que estamos de volta em Paris. E, também talvez (ou até agora), seja o único Magret de Canard que eu realmente aprecie (não é nada com o magret de canard, é comigo mesmo).

Perfeito pros dias de chuva (mas maravilhoso em qualquer dia), o Robert et Louise pode até passar despercebido, já que sua fachada discreta pode ser facilmente esquecida com os encantos das ruelas do bairro – ainda mais em domingos, onde a rue Vieille du Temple se torna pietonal. 

Como antigamente, o bistrot tem peças de madeira e, no andar debaixo, uma adega aconchegante. Lá, Pascale e François nos recebem calorosamente e são especialistas em belas peças de carne, fois gras, escargots, cochonailles (carne de porco), onde a maioria é grelhada na base da lareira. Eu, que não sou fã de carne, virei fã do restaurante. Nossos garçons são sempre muito atenciosos e já indicaram vinhos inesquecíveis.

Já levei algumas pessoas que vem me visitar, em Paris, e é sempre unânime: “temos que voltar”. 

Na primeira que fomos, segui a recomendação do garçon e pedi o magret de canard (na verdade, acho que é o único prato que peço aí) e o Duncan pediu o T-bone. Os pratos sempre vem servidos com salada, legumes do dia e batatas cozidas (tem tudo nas fotos). O vinho, também recomendado pelo monsieur foi o Le Mas de Flauzières. 

No meio dia, eles oferecem a famosa formule midi, mas pedir a la carte é sempre possível. Fazer reserva é bem recomendado. Por sinal, nos dias mais quentes, tenho minha mesa favorita que só acomoda 3 pessoas e é quando a porta da frente está aberta.

 

Restaurant Robert et Louise
64, rue Vieille du Temple 75004
Tel: +33 1 42 78 55 89
Metro: Saint-Paul, Rambuteau
robertetlouise.com

 

Péniche Le Marcounet

Péniche Le Marcounet

Domingo, as ruas nas margens do Sena estão sempre fechadas para carros, muita gente patinando, correndo, andando de bicicleta. A parte fechada mais famosa é a do les Berges com os badalados Rosa Bonheur sur Seine, le Flow e Faust, perto da ponte Alexandre III. 

Porém, em frente a île de St Louis, tem um péniche menos badalado e muito agradável. Num domingo em que queremos aproveitar TUDO, como foi o meu primeiro domingo de julho com climinha real de verão, encontramos um brunch musical (com música brasileira, diga-se). 

Passamos a tarde por ali, ouvindo música, aproveitando a brisa e o domingo. Como já tínhamos almoçado, não comemos o brunch. Da próxima, eu provo e conto. 

Além do brunch dominical, eles tem o restaurante e uma série de eventos que valem a pena ficar de olho pra curtir. Ah, Paris <3

 

A poesia da rue Crémieux

A poesia da rue Crémieux

Um lugar chamado: Notting Hill? Não, não, hahaha! Desde o primeiro momento que vi fotos da Rue Crémieux, eu fiquei louca pra conhecer. Mal sabia que estava bem pertinho da minha casa e que, sim, era em Paris. Como assim? Não era em Portobello Road? Ou mesmo em Burano? 😛

Pitoresca como se pode ver, esta rua é somente de pedestres desde os anos 90. São 35 casinhas bem cuidadas e coloridas, distribuídas em uma rua de 140 metros de comprimento por 7,5 de largura. Quando foi reaberta, em 1865, ela foi batizada de avenue Millaud, em homenagem a Moïse Polydore Millaud (1813-1871). Anos, depois, quando foi renomeada, a homenagem foi a Gaston Crémieux, advogado e político, membro do governo provisório de 1848, defensor das causas trabalhistas durante a Comuna de Paris. Ele também tem seu nome dado ao decreto que dá a nacionalidade francesa aos judeus argelianos.

Paraíso dos gatos (tem muitos, hehe) e dos blogueiros – principalmente os de moda, a rue Crémieux está situada no quartier des Quinze-Vingts, que dá nome ao hospital na rue Charenton. A rua liga a rua de Bercy à rua de Lyon, no 12ème arrondissement.

Bem pertinho da Gare de Lyon, seu charme deve muito aos próprios moradores, que repintaram todas as fachadas de cores felizes – só de andar pela rua, já melhoramos o humor. Nos lembra uma colônia no meio da metrópole, ela nos dá certeza que seus moradores amam cultivar as plantas e flores, enquanto os visitantes passam por aí, flanando de encantamento

Ela foi construída seguindo o modelo de cidades obreiras, todas com o planejamento de terem a cozinha no térreo e mais dois andares com 3 cômodos cada. Durante as inundações de 28 e 29 de janeiro de 1910, essa parte da cidade foi muito afetada, tanto que, na casinha de número 8, encontrei uma plaquinha que indicava que o rio chegou a 1,75m por ali.

Num bairro em que falta charme, é encantador encontrar estas surpresas no meio do caminho. Eu fico me repetindo que é simples ser feliz e que essa cidade nos reserva momentos lindos de poesia. <3

 

E tem vídeo mostrando a belezura 🙂

 

A poesia da rue Crémieux

A poesia da rue Crémieux

Um lugar chamado: Notting Hill? Não, não, hahaha! Desde o primeiro momento que vi fotos da Rue Crémieux, eu fiquei louca pra conhecer. Mal sabia que estava bem pertinho da minha casa e que, sim, era em Paris. Como assim? Não era em Portobello Road? Ou mesmo em Burano? 😛

Pitoresca como se pode ver, esta rua é somente de pedestres desde os anos 90. São 35 casinhas bem cuidadas e coloridas, distribuídas em uma rua de 140 metros de comprimento por 7,5 de largura. Quando foi reaberta, em 1865, ela foi batizada de avenue Millaud, em homenagem a Moïse Polydore Millaud (1813-1871). Anos, depois, quando foi renomeada, a homenagem foi a Gaston Crémieux, advogado e político, membro do governo provisório de 1848, defensor das causas trabalhistas durante a Comuna de Paris. Ele também tem seu nome dado ao decreto que dá a nacionalidade francesa aos judeus argelianos.

Paraíso dos gatos (tem muitos, hehe) e dos blogueiros – principalmente os de moda, a rue Crémieux está situada no quartier des Quinze-Vingts, que dá nome ao hospital na rue Charenton. A rua liga a rua de Bercy à rua de Lyon, no 12ème arrondissement.

Bem pertinho da Gare de Lyon, seu charme deve muito aos próprios moradores, que repintaram todas as fachadas de cores felizes – só de andar pela rua, já melhoramos o humor. Nos lembra uma colônia no meio da metrópole, ela nos dá certeza que seus moradores amam cultivar as plantas e flores, enquanto os visitantes passam por aí, flanando de encantamento

Ela foi construída seguindo o modelo de cidades obreiras, todas com o planejamento de terem a cozinha no térreo e mais dois andares com 3 cômodos cada. Durante as inundações de 28 e 29 de janeiro de 1910, essa parte da cidade foi muito afetada, tanto que, na casinha de número 8, encontrei uma plaquinha que indicava que o rio chegou a 1,75m por ali.

Num bairro em que falta charme, é encantador encontrar estas surpresas no meio do caminho. Eu fico me repetindo que é simples ser feliz e que essa cidade nos reserva momentos lindos de poesia. <3

E tem vídeo mostrando a belezura 🙂