pt Português
Select Page
Campo de lavanda perto de Londres

Campo de lavanda perto de Londres

Um sonho muito grande: aproveitar muitos campos de girassois. Um sonho menor, campos de lavanda, mas ainda assim lindo, né? É que girassol é amor muito antigo.

Faz um tempo que eu queria visitar algum dos campos de lavanda perto de Londres – que, quando soube da existência, fiquei surpresa! Sabe quando a gente, por pura leseira, acaba só ligando lavanda à Provença?

Confesso que eu queria ir à Provença num futuro próximo, mas estamos no meio de uma pandemia e viajar não vai ser possível. Porém, dentro do Reino Unido não tem problemas e aproveitamos que tínhamos um carro disponível, já que dormimos uma noite em Ramsgate e, assim, na volta, paramos na Mayfield Lavender Farm 🙂

Os campos perto de Londres tem diferentes preços, regras e tudo mais. Com a pandemia, algumas das regrinhas também mudam e é bom checar no site de cada um deles.

Pra mim, o Mayfield foi a melhor opção, pois estaria no meio do caminho e também porque estávamos com a Kaya, nossa cachorrinha, e cachorros podem passear por lá. Eles também não fazer pré-reserva, mas sugerem evitar finais de semana pela quantidade de gente (é grátis). Em alguns campos, existe a possibilidade de fazer piquenique <3, mas neste não.

Há poucos quilometros de Londres, aqui vão algumas das fotos que tiramos por lá. Podem ver que eu me inspirei na modelagem, haha! Mas é que teve uma tacinha de vinho antes disso tudo.

Para mais informações: 
https://www.mayfieldlavender.com/mayfield-lavender-farm/
1 Carshalton Rd, Banstead SM7 3JA

 

 

 

Vários motivos para alugar uma caravana

Vários motivos para alugar uma caravana

 

Sabe aqueles sonhos antigos? Eu sempre quis viajar de caravana – a primeira ideia sempre foi de viajar pela Austrália, mas aí, de repente, com uma vontade de buscar ondas por Portugal, pensei: – “Gente!”. Nesse momento, eu pensei na total liberdade de alugar uma caravana e ir escolhendo onde parar, seja num camping mesmo ou fazendo camping selvagem.

E foi exatamente o que aconteceu. E foi a melhor das escolhas que poderíamos ter tido. Mais ainda: no meio do verão, poderiam ter ondas ou não, já que estávamos em busca de surf, poderia estar extremamente lotado. Escolas de surf, férias de criança. Melhor se preparar pra tudo!

O processo de aluguel foi bem fácil

Nos cadastramos num site só de caravanas. Escolhemos uma perto de Lisboa e com ar-condicionado, bons comentários, analisamos o tamanho, etc. Foi tudo de primeira viagem, então fomos conversando e pensando no que seria importante pra gente. Os filtros foram: menos 5 anos de uso, ar-condicionado e o tamanho. Era nossa primeira vez e acho que acertamos em cheio 🙂

Chegamos lá nervosos, haha. Duncan bem mais que eu, obviamente, já que quem iria conduzir era ele. No início, ele ficou tenso, mas a Joana, dona da caravana, foi tão maravilhosa com a gente que nos tranquilizamos um pouco (ou será que só eu?). E durante toda a nossa viagem também – sempre disponível e dando muitos conselhos e sugestões. O site de caravanas é como um airbnb, sabem? Tem comentários, fotos e tudo sobre os proprietários.

Começamos a dirigir e tudo foi ficando mais óbvio. O desconhecido, né? A gente realmente não tinha ideia do que era até viver a experiência. Onde iriamos estacionar? Camping? “Wild camping”? Como trocar de roupa, dormir, esvaziar o recipiente do banheiro?

Pois fizemos de tudo. É MUITO tranquilo e nada paga a liberdade de ir embora de um lugar que não gostamos. Ou que estava muito cheio, por exemplo.

Em toda a viagem, só uma vez ficamos num camping “festa estranha com gente esquisita”. Era mais que um camping pra algumas pessoas, parecia que elas moravam por ali. Fiquei aflita. Mas tudo ok – não era nada demais, só que não nos sentimos à vontade.

Importante e acho que esse é o melhor item e o que causa mais dúvidas!

Muita gente pode ficar aflita sobre como esvaziar o recipiente do banheiro. Entendo, eu estava, hahah! Esse era o meu trabalho, já que o Duncan estava se preocupando com a direção.

Número 1: não tem tanto a se preocupar, já que existe uma pastilha que colocamos no sanitário e que deixa tudo sem cheiro e azul. Ou seja, não vai ter cheirinho de xixi. Todo o xixi e cocô que fazemos se dissolve com a pastilha e fica tudo azul. Não que cheiros naturais sejam ruins, mas dias com cheiro de cocô e xixi não rola, né?

Número 2: tem que ir olhando porque não tem descarga normal, né? Tem que ver quando vai enchendo. Quando tiver mais da metade, tem estações nos campings e em outros lugares mais abertos para esvaziar o recipiente. Tem luva, tem todas as coordenadas para esvaziar sem problemas. Não cheira!!! Não se preocupem, haha. Não tem motivo sensorial pra ter nojo.

Número 3: Vou confessar que, como foi nossa primeira vez, nós combinamos de não fazer cocô na caravana. Nós usávamos os banheiros dos campings… Mas dia ou outro, não tinha escolha, acabamos por fazer e tudo de boa.

😎

Um outro mundo

Eu, honestamente, não tinha noção deste “outro” mundo. Pra mim, as opções sempre foram hotel, albergue, apartamento alugado, bed and breakfast, chambre d’haute ou qualquer tipo de alojamento que não fosse um automóvel.

Alugávamos um carro ou escolheríamos algum outro meio de locomoção se fossemos ficar em várias cidades e voilà.

Eu nunca pensei que tanta gente, tantas famílias, tanta pessoas nesse mundão escolhem essa maneira de viajar. Que delícia! Que liberdade! E, sim, eu vi, bebês, crianças, jovens, casais, idosos, famílias inteiras – existem diversos tamanhos de caravanas e, se esse for sonhão como sempre foi o meu, tu vais encontrar alguma bem bacana pro teu tipo de viagem.

 

Melhores momentos 😍

Sem dúvida, a liberdade. É claro que viajar com segurança é essencial, então escolhemos fazer “camping selvagem” num país que é seguro. Pesquisamos bastante, não estacionamos muito perto de penhasco e também preferimos não estar muito sozinhos. Vimos que tinham outras caravanas estacionadas por perto com famílias, cachorro, gato, papagaio.

 

Agora imaginem essa felicidade: depois de estacionar, nós abríamos o toldo, pegávamos a churrasqueira vegana (ou quem for de carne, enfim), nosso ukulele (pro Duncan tocar umas músicas pra nós), cervejinha gelada ou vinho, pôr-do-sol e paz.

 

O tempo parecia parar e o universo todo estava ali, só pra nós. Depois de escurecer, sem poluição, o céu era só estrelas.

 

Uma extra muito legal: nossa caravana veio com duas bicicletas 😉

 

 

Mais abaixo, um pouco de inspiração – vejam alguns dos lugares que passamos.

No próximo post, eu vou preparar um mapa e o nome dos lugares que passamos. Ah! Portugal!

 

 

 

 

 

Giverny: uma imersão virtual no universo impressionista

Giverny: uma imersão virtual no universo impressionista

Um pequeno desvio para a Normandie seguindo os passos Claude Monet, ça vous dit? O Musée des impressionnismes de Giverny vai na onda (ufa!) de outros museus e coloca on line todas as suas coleções em tempo de isolamento. Na terra que adotou o autor das Ninféias (“Nymphéas”), Giverny é sede também da Fondation Monet, que não é nada mais nada menos que a casa do próprio Monet, venham descobrir o interior.

Um mergulho fascinante no coração do impressionismo 

O nome “impressionismo” vem do célebre quadro de Monet “Impression soleil levant” ou, em português, “Impressão do sol nascente”, que represente o porto de Havre nas primeiras horas do dia, que foi feito unicamente com pequenas pinceladas imprecisas. Para os adeptos do movimento, o objetivo não é mais reproduzir de maneira naturalista, mas retratar uma atmosfera, um momento fugaz. Se costumamos compreender e captar o impressionismo relacionado à artistas franceses como Cézanne, Pissarro ou Degas, e lugares como Barbizon, Le Havre ou Honfleur, é interessante saber que o movimento foi exportado para o exterior para florescer graças aos pincéis dos artistas espanhois, americanos e até japoneses.

O Museu do Impressionismo visa, então, contar a história da corrente que revolucionou a pintura no século XIX: suas origens, sua influência geográfica e sua influência na arte moderna. O museu oferece uma caminhada virtual no  Google Arts & Culture e permite descobrir centenas de obras e documentos de sua coleção. Como bônus, é possível explorar exposições passadas, como “Monet-Auburtin”, “Hiramatsu-reiji em Giverny” e outras obras de tirar o fôlego.

Mais lúdico, o Museu do Impressionismo também lança um site que permite descobrir o universo de 70 artistas de todo o mundo que foram influenciados pelo movimento! A  Galaxie des impressionnistes, com seus gráficos estelares inventivos, mergulha no universo da corrente pictórica em torno de treze temas como “Os Nabis” ou “A Aventura Americana”. A oportunidade de fazer uma pausa cultural e fazer uma excursão a Giverny de casa. Quem sabe, pode fazer você querer organizar um passeio depois que o confinamento tiver passado! Para entrar na galáxia, é aqui –>  AQUI

monet-giverny-paris-zigzag

O que NÃO fazer em Barcelona

No Seu Guia Amigo de Barcelona, existe uma parte que acho fundamental: como evitar roubadas. Ou, na verdade, sugestões para que vocês não caiam em micos que podem ser facilmente evitados. 

Além dos antigos conselhos sobre a cidade, é lógico que a Dri Setti, do blog achados, sempre inova, cria e antecipa haha. Coloco um link aqui para novas sugestões do que não fazer na cidade:

“1. Não garantir ingressos para as obras do Gaudí com antecedência, pela internet

Vivo batendo nessa tecla. E continuarei insistindo até que nenhum leitor deste blog passe pelo perrengue de esperar horas na fila da Sagrada Família, da Casa Batlló ou da La Pedrera. Gente, não dá mais! Em tempos de turismo de massa é preciso se programar um pouquinho (é chatíssimo fazer isso nas férias, eu sei) em prol da sua saúde mental. Isso é ainda mais importante para quem visita a cidade entre junho e outubro.”

Para continuar lendo, corra pro site da Dri